Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Artigo Académico
Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
O que somos!
Tenho seguido até agora todos os debates entre os líderes dos partidos políticos (e vão 3)
Hoje calhou entre o Passos Coelho e o Gerónimo de Sousa.
Ontem foi entre o "candidato José Sócrates" (o homem até fritava em seco quando o PP o tratava assim) e o "Dr. Paulo Portas" (o tal que ainda não tem programa. também para quê? o da troika, perdão, do triunvirato não chega?!)
Aparte esta introdução desnecessária, o que interessa é que durante o debate de hoje dei comigo a pensar que há 10 anos atrás eu teria "compreendido" (quer dizer, entendido o verdadeiro significado) pouco mais de metade da conversa (quero dizer, discussão).
A razão principal teria sido que para se entender estas coisas da economia (essa maldita ciência - que tem mais de falível do que de "certo") tem de se aprender (nem que seja à custa dos erros e de auto-estudo).
Ora, (desculpem-me todos esta minha próxima afirmação) a esmagadora maioria da população portuguesa ( e até mundial) não percebe nada de economia (até muitos dos próprios ditos economistas).
Assim, quando os políticos falam de economia, mesmo que sejam sérios e honestos nas suas afirmações (medo, medo...) a maioria da população "votante" não percebe patavina! isso, patavina, nada, mesmo nada!
Na verdade, ainda hoje nem sempre percebo certas teorias económicas, pelo menos a de certos políticos.
Mas estava eu a dizer, que hoje penso ter finalmente percebido porque o "povo" vota sempre contra os seus próprios interesses. A razão é "ignorância"!
Isso, ignorância! somos todos ignorantes em muitas coisas (o que faltava era sabermos tudo! nem 1% do conhecimento geral nós temos. Até parece que somos é "burros" e não ignorantes), mas em economia (a tal ciência estranha que ninguém entende mesmo) é por demais!
Assim, compreende-se que quando votamos pensamos em tudo menos no bem (económico) comum.
Para quê? desde que os outros paguem, queremos lá saber!
Isto vem mesmo a propósito de alguns dos comentários ao filme da Câmara Municipal de Cascais sobre Portugal para Finlandês ver e que tem sido criticado em vários blogs na internet.
Primeiro porque o que não está em causa não são as "inverdades" históricas (como pretendeu valorizar uma certa blogista autora). Porque o que não está em causa não é a história, os sucessos ou insucessos dos Portugueses (esse povo insignificante que até admira como ainda sobrevive há mais de oito séculos e meio e que já os seus antepassados nos tempos dos romanos "não se governava nem deixava governar"), mas sim o seu futuro.
Esse maldito futuro (sempre incerto, incógnito e imprevisível) que temos em discussão, que agora depende de um "insignificante" país chamado Finlândia, cujo passado em nada se aproxima das gloriosas descobertas marítimas que por nós foram conseguidas, poderá parecer pouco honroso para tão nobre povo.
Na verdade, este povo tem (e terá) sempre o futuro ( e governo) que merece.
Mas essa verdade não pode ser negada ao povo.
Essa verdade não pode ser escondida.
Essa verdade não pode ser manipulada.
Mais, essa verdade não pode ser "inverdade" porque se criou um "povo" que não compreende a mesma verdade.
Com tudo o que acabo de escrever, por mais paradoxal que possa parecer, quer dizer que o futuro é algo que cada um por si e o "povo" no seu todo escreve pelas suas próprias mãos.
Se no dia 5 de Junho, este povo a que pertenço acabar por escrever o que eu não quero para mim, resta-me afastar do mesmo.
Se o mesmo povo escrever o que eu quero para mim, então não tenho outra opção senão participar com tudo o que possa.
Ou se é, ou não se é! a opção (felizmente, somos livres para escolher) é nossa.
Aqui não há cobardias ou desistências. Temos de ser pragmáticos e objectivos. Temos de saber entender o nosso futuro, pessoal e colectivo.
Com tudo isto, quero dizer se este país ficar entregue, por vontade do povo, aos mesmos incompetentes (este é o termo técnico certo para quem não tem competência para fazer algo) a quem tem estado entregue nos últimos 6 anos, é porque este (futuro) é mesmo o governo que o povo merece, e a mim resta-me escolher o meu próprio futuro, por mais "cota" e "bota de elástico" que eu possa já ser.
Nota final: 20 séculos depois do "circo e pão para o povo" que os Romanos utilizavam para enganar o povo, hoje temos outras formas, por ventura mais sofisticadas, mas com o mesmo fim. Mas um dia, os "escravos" irão revoltar-se e quem saberá o que o futuro nos reserva.
Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
ADIVINHA-SE PARA ONDE VAI CAIR A ECONOMIA
Terça-feira, 5 de Abril de 2011
OS DIREITOS GLOBAIS
SERÁ QUE HÁ SOLUÇÃO?
Segunda-feira, 4 de Abril de 2011
AFINAL PARA ONDE VÃO OS JUROS?
Domingo, 3 de Abril de 2011
(i)Lógica
Sexta-feira, 1 de Abril de 2011
DE QUEM FOI A CULPA?
Domingo, 30 de Maio de 2010
EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO
Por mais que se fale da globalização e dos seus impactes na economia destes tempos de profundas alterações, nem sempre conseguimos perceber e antecipar todos os efeitos que as mudanças na economia provocam no cidadão normal de uma qualquer geografia.
De uma forma geral ao falarmos de globalização pensamos em empresas de grandes dimensões, com marcas universais, que operam em todos os mercados, abrangendo a esmagadora maioria da geografia do planeta.
Pensamos também em movimentos geográficos no campo da produção de produtos, na movimentação de mão-de-obra, quer seja especializada quer não, e acima de tudo na movimentação de capitais.
Pensar ainda em globalização é também ver de forma holística os equilíbrios e desequilíbrios geo-políticos existentes e a forma como os mesmos afectam o movimento de globalização.
Finalmente, a globalização têm ainda uma componente cultural, também ela importante sob o ponto de vista económico.
Porém, o que raramente se pensa é que a globalização está também presente nos fenómenos naturais e nos seus impactos na economia, especialmente nas populações.
As alterações que a erupção do vulcão na Finlândia causou temporariamente no quotidiano de muitos cidadãos, principalmente na Europa do Norte e nos EUA são disso um excelente exemplo. A disrupção que a nuvem de pó causada pelo referido evento provocou nas normais vidas de muitos viajantes de meios de transporte aéreo, como profissionais e muitos homens de negócio, turistas e outros viajantes foi objecto de muitas crónicas nos “media”.
Porém, os impactes das nuvens de poeira vulcânica não se ficaram pelos viajantes. Tiveram também efeitos nas populações de vários pontos do globo que nem sequer viajam de avião.
O exemplo disso foi-me contado por um taxista de Belo Horizonte, no Brasil, que durante uma semana viu o seu volume de trabalho drasticamente reduzido durante a semana de mais cancelamentos de voos de quase toda a Europa. Os voos cancelados na Europa, onde se incluem todos aqueles com destino ao Brasil, eliminou uma grande percentagem das corridas de táxi entre o aeroporto e a cidade de Belo Horizonte, principal actividade do taxista em causa, de tal forma que as suas receitas dessa semana se ressentiram bastante.
De facto, estamos perante uma nova realidade, que não será novidade para muitos, mas que vai muito mais além do obviamente visível. Economicamente estamos todos muito mais dependentes uns dos outros, independentemente da nossa posição geográfica ou da nossa actividade.
Ninguém pode ignorar esta nova realidade.
Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
AJUDAR OS RICOS EM NOME DOS POBRES
A ainda recente tragédia das inundações na Madeira e o enorme movimento de solidariedade nacional que conseguiu angariar vários milhões de euro para a reconstrução de muitas habitações de famílias desalojadas faz-nos pensar como esta situação diferiu em muito do apoio que também a nossa população deu para a tragédia do terramoto no Haiti.
Independentemente dos valores para uma e outra situação, todos conseguimos de alguma forma identificar como o apoio prestado à Madeira teve impacte na população Madeirense. Por exemplo, tivemos a informação de que os apoios obtidos da população por via de uma estação de televisão foram suficientes para reconstruir doze casa numa determinada área afectada pelas enxurradas, onde ficaram outras tantas famílias desalojadas. Todo o dinheiro, fazendo a conta entre o valor total e o número de habitações, respectivamente de um milhão de euros para doze casas, parece ter chegado ao seu destino.
O mesmo não poderemos dizer do apoio dado para o Haiti. Uma grande percentagem dos donativos angariados em Portugal, como no resto do mundo, foi consumida com custos de logística e de gestão. Geralmente menos de 50% dos donativos chegam às populações necessitadas, existindo casos em que apenas uma pequena percentagem, pouco acima dos 10% consegue atingir o objectivo principal.
Pelo meio ficam os custos com a aquisição de bens em países ricos e produtores dos mesmos, com logísticas complicadas de transporte aéreo e marítimo, com direitos alfandegários, com custos de gestão na origem e no destino, bem como com desvios e roubos ao longo de todo o processo e percurso.
Este é um dos principais dilemas para quem ajuda nestas situações. Nunca se sabe onde é que o dinheiro fica ou chega.
Contudo, como no caso da Madeira, em que o dinheiro vai directamente para os beneficiários, sendo que os custos de gestão, de logística, de transportes, de taxas, etc. ficam reduzidos a zero ou lá muito perto, os donativos tem quase 100% de efeito.
Esta comparação, apesar de pecar por falta de fundamentação mais profunda, trás ao de cima a principal diferença entre apoiar um país rico ou um país pobre, em caso de calamidade ou desastre.
No primeiro caso, o dinheiro vai ajudar o país visado, contribuindo de forma directa também para a economia do mesmo. No segundo caso, o dinheiro vai para os países que enviam os bens, ajudando a economia destes, sendo que o valor dos mesmos bens é fortemente reduzido em relação ao valor dos donativos.
O cepticismo de uma grande parte da população dos países ricos com propensão para doar em caso de calamidades e desastres é fundamentado pela desconfiança de que o seu apoio vai para os mais ricos e não para os mais pobres, apesar de muitos, estupidamente, quererem fazer crer que é o contrário.

